quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Luiz Gustavo Pires descobre um estranho ensaio sobre Hayan Rúbia, disfarçado de Saldanhanhov!

Em tempos de crise econômica, cada vez mais estranguladora para o mundo, certamente, Hayan Rúbia apoiaria tantas ocupações que estão acontecendo no Brasil. A poeta revolucionária, considerada a última das heroínas, famosa por armar barraco com titãs da poesia alternativa no Brasil, como Mario Pirata, Mano Melo e até Elisa Lucinda. Hayan Rúbia acaba de surpreender mais uma vez. O texto abaixo, encontrado nos alfarrábios do poeta gaúcho Luiz Gustavo Pires, causa uma certa espécie na crítica literária que não quis comentar o caso. Veja na íntegra e comprove você mesmo, o material sob suspeita!
***
Hayan Rúbia, novas
polêmicas sobre
a poeta mineira, badalada
nos anos
80 e que teve um
destino
controverso.
Como seria seu rosto?


Foto encontrada dentro de uma mala, numa rodoviária
de Londres, Aponta para suspeitas de que seria uma
imagem de Hayan Rúbia!
"ANDREI NIKOLAI SALDANHOV, foi um dos grandes nomes da literatura Russa dos séculos XIX e XX. Jiddu Saldanha, pode comprovar tudo isso que estou dizendo. Saldanhov, segundo as más línguas, era amante de HAYAN RUBIA, poeta sem pátria, ou melhor, de mil e uma pátrias, mas que ninguém sabe dizer se morreu ou ainda vive. Ambos eram muito amigos de VITÁLITAS MARITÁKIS, poeta grego, nascido em Creta, criador da poesia Concreta grega. Vitálitas escreveu um ensaio completo sobre a vida e obra de Saldanhov, com imagens fantásticas do fotógrafo romeno VASLUI GERGHIUCESCU. Simplesmente bárbaro! Tentou-se conseguir uma cópia desse ensaio para a biblioteca de Creta, mas até agora não chegou. Os gregos estão usando como desculpa os preços dos correios de lá. Um filósofo, de nome PING PONG, nem tão chinês assim, também muito amigo e contemporâneo dos dois, certa vez comentou algo que SALDANHOV lhe disse ao pé do ouvido. Resolvemos compartilhar aqui com vocês:
"...Haja o que "hajar" (assim mesmo), Ping Pong, estamos juntos nessa. Percebo que estou sozinho em casa, aí vou para o quintal, cavo um buraco e me enterro fingindo ser uma cenoura ou um avestruz, ou coisa parecida..." Andrei Nikolai Saldanhov.
O que ele quis dizer com isso? Que a paixão dele por HAYAN RUBIA não era correspondida. Quando solitário, não lhe restava opção, senão cavar um buraco e se enterrar nele. Mario Pirata, segundo dizem todas as más línguas, também teve um affair com a poeta misteriosa. Mas nem ele sabe como ela era, pois não consegue se lembrar do rosto dela. Tchello d'Barros, foi outro que andou tendo uma conversa com a moça. Segundo ele, em 1995, um ano antes de sua provável "morte", Hayan Rúbia encontrou Tchello d’Barros num dos mais importantes acontecimentos poéticos do Sul do Brasil que se tem notícia até hoje. O “bombardeio poético”.
"- Quando ela soube que eu ia fazer o “Bombardeio” sobre a cidade de Blumenau, escreveu uma carta para mim dizendo que gostaria de registrar pessoalmente o fato. Ela parecia estar numa onda de pacifismo! Havia feito uma grande viagem pela América do Sul e México durante os anos 80 e queria me contar como essa viagem transformou sua vida. Acho que ela procurava um interlocutor." Dois momentos na vida de Tchello d'Barros, em 1995 quando conheceu
pessoalmente Hayan Rúbia e atualmente, 2011. Segundo ele, "um passado que vale a pena lembrar"! Pedimos a Tchello que nos explicasse melhor como foi este bombardeio.

"- Esta ação consistiu em sobrevoar a cidade de Blumenau, num avião monomotor (Teco-teco) contratado, e despejar sobre a cidade poemas dobrados no formato de aviõezinhos de papel. O vôo ocorreu no dia 06 de agosto de 1995, exatamente na data do cinquentenário das bombas atômicas sobre o Japão. O ato simbólico foi um protesto, um manifesto propondo uma reflexão pela paz por parte das novas gerações, sobretudo os que nunca viram ou sentiram os horrores de uma guerra. Na cidade, as pessoas recebiam os aviõezinhos, que desciam do céu trazendo no lugar de uma bomba, um poema". Outro poeta, RUISU UKEZARA, um japonês haicaísta da gema, fez um poema para a moça, após conhecê-la numa primavera em Kyoto, durante contemplação das cerejeiras em flor.
TANKA para Hayan Rúbia
um raio rubro 
na chuva de primavera
parte a poeta em duas

solitária entre poemas
seu caminho é infinito

Andrei Nikolai Saldanhov, era para ser o assunto desse texto, mas por falta de assunto, resolvemos escrever sobre a Hayan. Perdoe-nos Saldanhov. Ainda faremos um texto exclusivo sobre sua vida. Abaixo, algumas fotografias de autoria de Vaslui, onde aparecem Hayan (costas), os últimos coturnos de Hayan, quando ela serviu ao exército vermelho; Tchello d'Barros com cabelo e sem cabelo, antes e após o voo de teco-teco em Blumenau; Renato Gusmão, conhecido de Hayan, mas não sei porque o citamos; Vitálitas Maritákis apertando a mão de várias pessoas (seu rosto nunca vimos); e Mariana Jacques, atriz que fez o papel de Hayan no filme, "Enigma - O Código de Hayan Rúbia"..."


quinta-feira, 13 de junho de 2013

Primeiro Corte do filme "ENIGMA - O CÓDIGO DE HAYAN RÚBIA".

Filme do projeto Cinema Possível, estrelado pela atriz Mariana Jacques. 

Veja aqui, com exclusividade e por tempo limitado, o primeiro corte do filme "Enigma - O Código de Hayan Rúbia"!
Se desejar comentar nosso primeiro corte estamos abertos à sua opinião, basta ir nos comentários aqui mesmo, do blog, e expressar suas opiniões e expectativas.
O Cinema Possível agradece sua colaboração.




quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Vitálitas Maritákis, poeta grego, vem ao Brasil em busca Hayan Rúbia.


O Poeta grego Vitálitas Maritákis, acompanhado do fotógrafo Romeno Vaslui Gerghiucescu, desembarcou no Brasil, em 2012 com uma agenda apertada e sem o compromisso de voltar. Motivo? Veio à procura de um antigo amor, na verdade uma brasileira que viveu em Creta no início dos anos 80, dados totalmente sem provas já que, a única foto existente do tal encontro não comprova se, de fato, era a nossa Biografada.

Flagrante de Hayan Rúbia num baile de debutante na ilha de Creta em 1982
fotografada por Vaslui Gergiucescu em 1982. A procedência da foto não é
coprovada, tudo indica que é falsa. 
No Brasil, Vitálitas visitou o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro, mas causou espécie à nossa equipe ao afirmar não ter ido a Minas Gerais, estado onde a poeta nasceu. Ele alega ter feito confusão, pois, para os gregos; Rio de Janeiro e Brasil é a mesma coisa. Segundo ele, no imaginário europeu, Brasil e Rio de Janeiro ficam em Buenos Aires, ao lado da Argentina!!
Nos tempos atuais, com o mundo globalizado e a internet mandando em tudo, o nobre poeta grego, que disse ter sido iniciado na arte da poesia, por Hayan Rúbia, afirma ter feito confusão porque tem rejeição por tecnologia e sequer sabe ligar um computador, portanto, ao olhar o destino Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, ficou em dúvida com a palavra RIO nos dois estados e resolveu ir para os dois lugares.
Vitálitas cumprimenta um humilde
trabalhador do teatro, em Cabo Frio.
Indagado por nossa equipe sobre sua versão da ida de Hayan Rúbia a Creta em 1982, ele se enrolou e mostrou uma foto que, para nós, não é autêntica, embora, diz ele, o fotógrafo Romeno Vaslui Gerghiucescu tenha vindo junto para provar ter sido o autor da foto de Hayan Rúbia num baile de debutantes em Creta. Mesmo assim, não acreditamos, pois, nossa pesquisa nos leva para uma viagem dela para a Nicarágua, na época da revolução sandinista com dados bem aproximados aos que Vitálitas Maritákis nos apresentou, porém, com provas contundentes.
Mas o poeta aproveitou para conhecer o circuito artístico brasileiro e foi parar no Congresso Brasileiro de Poesia, em Bento Gonçalves, onde, teve a felicidade de conhecer vários autores brasileiros, inclusive o biógrafo Toninho Vaz, por quem Vitálitas nutriu uma grande antipatia!
Saindo do Rio Grande do Sul, sua passagem pelo Rio de Janeiro foi rápida e ele optou por passar uns dias em Cabo Frio onde esteve no festival de teatro da cidade, o FESQ e lá conheceu jovens artistas cariocas que lhe encantaram não só pela beleza e vitalidade mas também pela troca carinhosa de informações sobre Hayan Rúbia. Apesar de tudo isso, ele acabou esquecendo o motivo real de sua vinda ao Brasil e se encantou com o país, sendo clicado pelo seu fotógrafo exclusivo, o romeno já citado.

Vitálitas se diz encantado com o Brasil, segundo ele, a beleza das mulheres e alegria do
povo foi o que mais chamou a sua atenção.
Vitálitas também ficou contente ao saber que na cidade de Cabo Frio, mora o neto de uma família grega muito querida em sua cidade, isso mesmo, o diretor da casa dos 500 anos, Evangelus Pagalidis, mas evitou encontrar o nobre habitante da cidade por questões emocionais, Vitálitas não entrou em detalhes, mas preferiu deixar o assunto em segredo pois, o poeta grego tem problemas de coração e não queria ter um fluxo de muito forte de emoção. Por isso, saiu à francesa, ou à grega, sem deixar pistas.


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Especulações sobre o último par de sapatos de Hayan Rúbia.


Mistério sobre o último par de sapatos de Hayan Rúbia,
na verdade um coturno.

“A Gata de Botas”, disse o poeta gaúcho Pedro Júnior da Fontoura, em tom de ironia, quando entregou à nossa equipe de pesquisa aquele que teria sido o último par de botas de Hayan Rúbia. Especulamos durante horas, mas as informações sempre confusas apontam para o Uruguai no ano de 1995. Pedro conta que esteve num encontro de pajadores, na cidade de Montevidéu e que teria ouvido falar de Hayan Rúbia por lá.
Segundo Pedro júnior um poeta uruguaio que não se identificou, pediu a ele que guardasse as botas de sua namorada brasileira e que, se fosse para Belo Horizonte, MG algum dia, que o entregasse somente a ela e que não se preocupasse pois ela saberia reconhecer a mensagem.
Pedro nunca foi a BH, pelo menos, não com a intenção de entregar seja o que for para a nobre poeta mineira, mas confessou ter lembrado dela quando esteve em Nova Prata, em 1991, no Primeiro Congresso Brasileiro de Poesia.
 - Como você pode afirmar que a conheceu?
Pedro Jr. afirma ter conhecido Hayan Rúbia
em Nova Prata/RS por volta de 1991.
Perguntamos enquanto saboreávamos um delicioso churrasco no galpão do querido poeta da cidade de Bento Gonçalves / RS e ele simplesmente nos disse num tom profundamente misterioso:
- Qualquer vivente seria capaz de reconhecer aquela prenda!
Ficamos interessados no assunto mas Pedro voltou a falar das botas de hayan rúbia enquanto preparava um chimarrão especial para as visitas. Como somos de outra região do Brasil, estranhamos aquele hábito dos gaúchos mas resolvemos experimentar a erva. Desceu muito bem, melhor ainda com a nova leva de nacos de perna de carneiro servido com vinagrete.
Pedro mudava de assunto o tempo todo e nos apresentou um músico de Passo Fundo/RS chamado Ricardo Pacheco, este, evitou o tempo todo falar de Hayan Rúbia, mas cantava canções profundamente melancólicas e em espanhol, dedilhando seu violão a cada vez que ouvia o nome da poeta. Todos nós achamos a situação bastante interessante mas nem Pedro e nem Ricardo foram além, naquela conversa, mudaram de assunto para falar de música, literatura e filosofar um pouco sobre a geração dos novos poetas regionalistas que estão surgindo no Rio Grande do Sul.

Ricardo Pacheco, não
disse uma única palavra
sobre Hayan Rúbia.
Uma sensação de Vazio.

Quando saímos, uma surpresa, Pedro colocou em nossas mãos as botas de Hayan Rúbia e desejou sorte em nossa pesquisa. Disse que estava escrevendo um livro de memórias e que talvez revelasse, em seu livro algumas “cositas mais” sobre a poeta mineira, nos olhou com um tom bonachão e deu seu aval para esta matéria. Mas não estamos satisfeitos. Tem muito caroço nesse angu, ou melhor falando, tem muita água nessa cuia...

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Hayan Rúbia e seu emocionante encontro com Tchello d'Barros!

Em 1995, um ano antes de sua morte, Hayan Rúbia encontrou o poeta Tchello d’Barros num dos mais importantes acontecimentos poéticos do Sul do Brasil que se tem notícia até hoje. O “bombardeio poético”.
- Quando ela soube que eu ia fazer o “Bombardeio” sobre a cidade de Blumenau, escreveu uma carta para mim dizendo que gostaria de registrar pessoalmente o fato. Ela parecia estar numa onda de pacifismo! Havia feito uma grande viagem pela América do Sul e México durante os anos 80 e queria me contar como essa viagem transformou sua vida. Acho que ela procurava um interlocutor.

Dois momentos na vida de Tchello d'Barros, em 1995 quando conheceu
pessoalmente Hayan Rúbia e atualmente, 2011. Segundo ele, "um passado
que vale a pena lembrar"!
Pedimos a Tchello que nos explicasse melhor como foi este bombardeio.
- Esta ação consistiu em sobrevoar a cidade de Blumenau, num avião monomotor (Teco-teco) contratado, e despejar sobre a cidade poemas dobrados no formato de aviõezinhos de papel. O vôo ocorreu no dia 06 de agosto de 1995, exatamente na data do cinquentenário das bombas atômicas sobre o Japão. O ato simbólico foi um protesto, um manifesto propondo uma reflexão pela paz por parte das novas gerações, sobretudo os que nunca viram ou sentiram os horrores de uma guerra. Na cidade, as pessoas recebiam os aviõezinhos, que desciam do céu trazendo no lugar de uma bomba, um poema.
















































Quem conhece Tchello d'Barros, sabe que ele é uma pessoa sóbria e equilibrada mas quando falava de Hayan Rúbia para a nossa equipe, não conteve a emoção e sua ultima fala antes de se despedir de nós foi a seguinte. "O passado morre, para muita gente, mas para nós, os poetas, não existe passado. Tudo está presente e tudo é o agora"!


terça-feira, 16 de agosto de 2011

Sexo em Moscow, poema de Mano Melo que Hayan Rúbia declamava!

Mano Melo - Em cena...
Hayan Rúbia foi a primeira mulher a declamar o poema famoso de Mano Melo, "Sexo em Moscow", para quem não sabe este poema, considerado até hoje, clandestino em Cuba. É uma jóia das rara das mais requisitadas nos recitais pelo Brasil a fora.
Infelizmente não temos nenhuma gravação da voz da poeta mineira falando esta poema, pelo menos, até agora não conseguimos, mas em homenagem aos 15 anos da morte dela, segue aqui uma relação de vídeo com grandes poetas brasileiros falando o poema em recitais por diversas cidades Brasileiras.

Mano Melo - Autor do Poema



Pedro Marodin - Porto Alegre / RS


Atur Gomes - Campos dos Goytacazes / RJ


Ricardo boca aberta mecatrônica de artes - São Paulo / SP


Neste vídeo, Eduardo Tornaghi, que também gozava de grande admiração da poeta mineira Hayan Rúbia, esta lendo uma seleta de poemas do grande poeta Mano Melo que encerra com o genial "Sexo em Moscow"!



OBS: Se você conhece e/ou viu alguém declamar este poema, mande-nos o vídeo e publicaremos aqui, em homenagem à Hayan Rubia, a primeira mulher brasileira a declamar Sexo em Moscow, mas que, infelizmente, não temos nenhuma gravação com a voz dela.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Barraco, choro e muita emoção na comemoração dos 15 anos da morte de Hayan Rúbia.


Renato Gusmão, ex-integrante do Clube dos 09, grupo criado por
Hayan Rúbia, para contrapor a hegemonia do Clube da Esquina.
Apesar do não comparecimento do poeta paraense Renato Gusmão para as comemorações dos 15 anos da morte de Hayan Rúbia, o evento aconteceu. O poeta alegou agenda lotada e dificuldade de conciliação de horário de vôo com os compromissos já agendados em Belém e Santarém. Renato, no entanto, foi gentil e explicou que numa outra ocasião falará com mais calma sobre o "Clube dos Nove", um grupo fundado por Hayan Rúbia e do qual ele fez parte.
Dificuldade à parte, a homenagem realizada no dia 07 de Agosto de 2011 entrou para a história. Foi um momento de rara alegria mas também de muita dor, choro e angústia. Falar da poeta ainda causa convulsões na platéia ainda mais quando se trata de um  público profundamente conhecedor da obra da autora.

a presença de crianças na platéia não permitiu a leitura de
certos textos da autora mas os filmes foram liberados!
A controvérsia se deu devido à presença de crianças na platéia. O papo acabou acontecendo em torno da questão da censura, já que alguns poemas de Hayan Rúbia tem conteúdo duvidoso para ser exposto à apreciação infantil. Ao ser questionada sobre o horário da homenagem, Livia Diniz, dona do espaço LD produções e também a produtora do evento, se defendeu explicando que era importante informar as novas gerações sobre a vida cultural de Minas Gerais e do Brasil. "A época da censura já caiu" disse ela com total objetividade e continuou sua fala: "Pessoas como Chacal, Torquato Neto, Clube dos Nove e Hayan Rúbia, só para citar alguns, ajudaram o Brasil a se libertar dos anos de chumbo"....

Após muita confusão, palestrantes divergem sobre datas e fatos 
da vida de Hayan Rúbia mas a harmonia foi restaurada!
Débora Diniz, jovem fanática pelo universo iconográfico da autora ficou triste com o que chamou de "caretice" por parte dos palestrantes, que, depois de exibir o trailer e o videoclipe oficial do filme negaram-se a ler os poemas da autora.  Enquanto trocava figurinhas de um extinto álbum (relíquia dos anos 80) com o artista plástico André Lopes (outro fanático), Débora subiu ao palco e desabafou: "Achei que isso aqui fosse uma homenagem séria", aos soluços recusou um copo de coca cola oferecido pela produção.

Álbuns contendo fotos de Hayan Rúbia foram manuseados pelos
participantes mas logo despareceram misteriosamente...
Apesar de alguns desentendimentos; a homenagem foi linda. Com painéis contendo fotos da poeta já na entrada do espaço cultural e belos álbuns com vastíssimo material de pesquisa. Ao final do evento todo o material sumiu repentinamente. Ninguém soube dizer quem trouxe. Lívia explicou que por questões contratuais não podia revelar de onde veio o material, quem foi que o trouxe e quem o levou. Da nossa parte, mostramos o trailler e o videoclipe oficial do filme "Enigma - O Código de Hayan Rúbia".

Débora Diniz se colocou à disposição para um bate
papo com nossa equipe. Diz colecionar figurinhas
sobre Hayan Rúbia.
Ao final, quando saíamos do espaço cultural; Débora Diniz cercou nossa equipe e se colocou à disposição para nos mostrar alguns objetos que juntou sobre a vida e obra da nossa pesquisada. Ficamos contentes com a rápida conversa que tivemos com ela e, claro, não podíamos deixar de perguntar: "onde foi que você conseguiu isso"? A resposta da jovem estudante de comunicação, no entanto foi curta e grossa... "Eu tenho meus contatos"! Achamos o tom um pouco seco, protestamos mas ela nos deu as costas, parecia mesmo bastante chateada...
Marcamos de conversar com Débora ainda este ano. Tomara que ela nos receba!!!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Artur Gomes libera filme em que Hayan Rúbia aparece com suposto namorado!

Artur Gomes ao lado da poeta e cientista gaúcha, May Pasquetti,
que acreditamos ter algum grau parentesco com Hayan Rúbia.
Não, o filme não foi feito por ele, pelo menos é o que alega o poeta da cidade de Campos dos Goytacazes, Artur Gomes. Criador do Portal Fulinaíma e com mais de 4 décadas de atuação plena na poesia falada, Artur é um autêntico representante, ao lado de Mano Melo e Cairo Trindade, da geração 70.
No afã de descobrir novas pistas sobre a poeta mineira Hayan Rúbia, procuramos o poeta depois de ele nos dar um telefonema no início deste ano e fazer uma revelação bombástica: Reproduzimos aqui o diálogo com o poeta.
- Alô, é do portal cinema possível?
- Sim.
- Vocês estão fazendo um filme sobre a poeta mineira Hayan Rúbia?
- ... (Fizemos silêncio neste momento e só depois de engolir em seco é que respondemos). Sim.
- Bom, eu sou o poeta Artur Gomes, moro em Campos dos Goytacases, nasci na Cacumanga!
- Sim, nós conhecemos o senhor.
- Não precisa me chamar de senhor, não gosto de formalidades...
- Desculpe, por favor.
- Ok. Mas vamos direto ao assunto, vocês estão fazendo um filme sobre a poeta mineira Hayan Rúbia, neh? Recebi um pacote dela em 2001.
- Impossível, ela morreu em 1996.
- Olha, não posso falar muito, estou com uma filha recém nascida, cuidados de pai poeta, vocês entendem neh? Gostaria que me dessem um endereço para eu enviar um vídeo, só quero ajudar!
- Claro, anote por favor (passamos o nosso endereço para ele).
- Ok, tchau!
- Alô, alô... alô... (desligou na nossa cara).
Fizemos as malas e fomos a Campos, cidade do interior do estado do Rio de Janeiro, onde vive o poeta. Ele nos recebeu bem. Com um vozeirão estrondoso ele nos ofereceu uma cachacinha especial feita na cidade de Campos.
Durante a conversa, Artur Gomes, nos disse ter recebido, em 2001, um pacote com objetos pessoais da poeta. Claro que não contemos a curiosidade e perguntamos se ele teve algum affair com ela mas ele negou. Disse que eram amigos, mas quando contamos a ele sobre as declarações da poeta de Rio das Ostras,  Jaqueline Serávia ele ficou em silêncio e desconversou.
Depois de muito papo, muita poesia e muita cachaça, ele nos disse que o conteúdo do pacote não pode ser revelado na íntegra mas que estava comovido ao saber que alguém se interessou pela vida da poeta e quis colaborar. Ele não falou muito diretamente sobre Hayan Rúbia a não ser que o pacote chegou exatamente no dia 11 de setembro de 2001, quando via pela TV o famoso atentado do World Trade Center, nos EUA.
"O pacote chegou por volta de 11 horas da manhã" disse ele. "Não dei muita atenção e só abri este ano". Referindo-se ao ano corrente de 2011.
Ficamos curiosos para saber porque ele abriu o pacote 10 anos depois, mas quando nos empolgávamos e preparávamos uma série de perguntas esquadrinhadoras, ele, com a habilidade de um dos mais afamados "faladores" de poesia do Brasil, simplesmente mudou de assunto, ligou o computador e passou a tarde nos mostrando seu  belo portal de blogs, o Portal Fulinaíma. Nos divertimos muito com seus poemas e suas fotografias, além de belas reportagens sobre a arte da poesia, ao final, praticamente bêbados, tomamos o Ônibus de volta para Cabo Frio com mais uma lacuna sobre a misteriosa vida da poeta alternativa Hayan Rúbia.
Publicamos aqui uma parte do vídeo que Artur Gomes nos cedeu, infelizmente e segundo ele, feito por um cinegrafista anônimo, o que nos impede de saber, de fato, se se trata de vídeo real ou não.


quarta-feira, 13 de julho de 2011

Mensagem da filha de Hayan Rúbia para os fãs da poeta!

A filha esquecida de Hayan Rúbia!
Um grande achado da nossa equipe, depois de vários telefonemas anônimos, cartas obscuras e e-mails enviados de Lan houses espalhadas por diversas capitais brasileiras, finalmente, chegou até nós um vídeo que é considerado autêntico.
O vídeo é da própria filha da Rubí ou Naiah como era conhecida entre tantos outros apelidos. Ao saber que faríamos uma grande homenagem em memória dos 15 anos da morte da artista, a anônima filha fez questão de mandar o vídeo lendo um manifesto em que, para nosso alivio, diz concordar com o filme, incentiva nossa pesquisa e se declara ser praticamente a figura da própria mãe em semelhança filosófica.
A menina se diz libertária e militante, mas não entra em detalhes, afirma que nasceu em 1994, contrariando todas as nossas pesquisas pois, sequer fora citado o fato de que Hayan Rúbia tivesse uma filha. De qualquer forma, examinamos o filme com os melhores especialistas, incluindo Paulo Mainhard e Igor Barradas dois cineastas obsecados por imagens que atestaram a autenticidade do material.
Publicamos, portanto aqui mais este precioso bem cultural da humanidade: Um vídeo da Filha de Hayan Rúbia.


domingo, 10 de julho de 2011

Jaqueline Serávia: Revelações do Tempo de Faculdade!

Colega de faculdade de Hayan Rúbia, "Frequentávamos a faculdade mas não eramos matriculadas. O conteudismo estava tomando conta das instituições e nossa ação - minha e de Rubí - consistia em frequentar e participar de eventos culturais, buscando restaurar o espaço da poesia alternativa brasileira!" afirmava enquanto nos explicava que ambas foram agitadoras da época em que o Brasil consolidava a passagem da ditadura militar para a democracia, Jaqueline faz revelações sobre momentos inesquecíveis ao lado da nossa personagem. Um passado que não volta mais, mas que pode ser revivido graças à arte do cinema.
"JAKE" era assim que Hayan Rúbia se referia à colega de
facultade e também poeta Jaqueline Serávia.
Depois da tensão do início conhecemos uma pessoa amável que chegou a verter lágrimas quando falou da colega de faculdade. Foi um bate papo franco e cheio de insinuações, não sem uma dose de ironia e muita poesia no ar. Além de nos mostrar um poema de 1998 que, segundo "Jake", como carinhosamente era chamada por Hayan Rúbia Ela disse que o poema foi criado especialmente para a outsider mineira que já havia falecido 2 anos antes.

Cinema Possível - Você teve um caso com Hayan Rúbia?
Jaqueline Serávia - (Solta uma gostosa gargalhada) Tá delirando? Se a conversa vai por aí é melhor ir parando agora. Rubí era uma amiga acima de tudo, tivemos nossos momentos de loucura mas acho que  a vida pessoal é da intimidade das pessoas não vem ao caso falar disso aqui.
Cinema Possível - Estamos atrás de pistas, informações que nos leve a conhecer melhor a poeta.
Jaqueline Serávia - Coloquei no correio para vocês uma fita com algumas imagens nossas que fizemos em Belo Horizonte, na praça do papa, lugar que ela gostava muito. A gente sempre se reunia lá, todos os anos ela chamava os amigos para rolar na grama, cantar, bater papo, etc...
Cinema Possível - Em que época esses encontros aconteceram?
Jaqueline - Aconteceram e acontece até hoje, claro que, atualmente, sem a presença dela. Os encontros surgiram nos anos 80 depois que ela chegou de uma longa viagem pela América Latina por volta de 1982 a 84. Em 1985 ela fez o primeiro encontro mas ninguém registrou nada, acho que você não vai achar fotos dos primeiros. Desde que o papa esteve em Belo Horizonte, em 1980, quando a praça foi praticamente criada ela passou a frequentar o local. Parou durante a viagem mas logo que chegou, retomou.
Cinema Possível - Ela gostava do papa?
Jaqueline - Na verdade, pelo que sei ela o odiava. O papa João Paulo II não gostava da Teologia da Libertação, movimento da igreja ao qual Hayan Rúbia se envolveu, ela estava sempre metida com política, este era um lado dela meio complicado porque naquele período a ditadura ainda existia, embora já estivesse "acabado". Você sabe como é neh? Uma ditadura de 20 anos, na minha opinião, leva pelo menos 40 anos pra acabar de fato.
Cinema Possível - Você conhece os poemas dela?
Jaqueline - Alguns, inclusive sei decor, quer ouvir? (Jaque recita um poema curto de Hayan Rúbia).

"Folhas como de outono
esses restos de corpos espalhados
gélidos tal inverno 
inexistente nesse trópico
Retorno assim que meus ossos
assim como meus olhos se acostumarem
Sim, porque é assim que acontece,
ou é o que deveria?!
Acostumar-se a guerra, repressão e fúria?
A mim já bastam as minhas."

 (Hayan Rúbia) 

Cinema Possível - Você sabe de que ano é este poema?
Jaqueline - Não, mas é bem antigo. Acredito que seja dos anos 70 porque ela me mostrou isso num caderno bem velho e escrito tudo a mão. Tem outro que também é dessa época, quer ouvir? (recita outro poema).

"Ele não acreditava em mim
Eu sabia, mesmo que ele nada dissesse
sobre isso ou sobre nada
Em ensaio me desejava
Eu sabia, mas não dava.
Era desafio, quem de nós dois cederia.
Eu via nítido em seus olhos o desejo 
e o desprezo por meu talento que ele nem percebia
- Que se dane, meu Guru. Você perdeu!
E eu parti fecundada da tua sabedoria."

(Hayan Rúbia)

Cinema Possível - Este último poema foi feito para alguém em especial?
Hayan Rúbia - Eu, particularmente acho que ela fez este poema para o Artur Gomes, você conhece o poeta Artur Gomes? Na época, quando ela esteve em Cabo Frio, deu uma esticada em Rio das Ostras, eu recebi ela na minha casa, lembro que ela chegou com o Artur mas nunca ficou claro a história entre os dois, sei que ela tinha veneração por ele.
Foto assinada por um tal de Edson, acredita-se que seja de algo em torno
de 1990 ou até mesmo 2 anos antes. Na praça do Papa em Belo Horizonte
onde HR. reunia amigos para conversar, cantar e rolar na grama...
Cinema Possível - Você acha que eles tiveram um caso?
Jaqueline - Na verdade a gente vivia juntos, nós três, pra cima e pra baixo falando poesia. O Artur com aquele vozeirão e o mulherio todo atrás dele mas ela era discreta e eu também.
Cinema Possível - Você também teve um caso com ele? Vocês tiveram algo a três?
Jaqueline - (Nova gargalhada e completamente irônica), vem cá, que pôrra de filme é este? É filme de sacanagem?
Cinema Possível - Desculpe, Dna. Jaqueline, é que nós soubemos que a Hayan Rúbia era bem à frente de seu tempo e pelo jeito a senhora também!
Jaqueline - Não me chame de senhora. (fica séria e para de falar, anda pela areia conosco até que resolve dizer um novo poema). / Eu fiz este poema para ela em 1998, quer ouvir?
Cinema Possível - (sorriso de satisfação) Claro, quero ouvir sim e com muito gosto.

Neblinando a Lua

Turva – a luz da lua – e dança.
Seminua sorri pra vida, desenlaça tranças...  
Embriaga-me co’ aroma de frutos, se faz brisa - o tantra. 
Os lábios se calam. Nossos olhos - no silêncio - se encontram.
A mão toca - a gramínea ruiva eriça-se. 
O mar intumescido, rende-se – à elipse provocante das curvas na areia.  
Seduz em ondas, derrama-se em espuma e as deflora. 
Sobe a cortina branca, gaze de volátil transparência. 
Doa-se ao paladar – o sal - nas pétalas doces de orquídea rara.  
Desperta em mim – tal sol em noite escura... 
Não és imagem rarefeita ou eclipse - És nua! Sou tua!
- Obra de arte ruborizando estrelas -.
(Jaqueline Serávia) 

Queríamos arrancar muito mais informações sobre Hayan Rúbia, mas sentimos que a poeta de Rio das Ostras, Jaqueline Serávia, estava cansada e não queria aprofundar nenhum assunto. Ela nos deu cópias dos poemas e nos autorizou a publicar um trecho do vídeo em que ela rola na grama com Hayan Rúbia e amigos em BH, por volta de 1988 ou 90. Ela também não nos falou sobre o período da faculdade e acabamos com muitas perguntas no ar, esperamos reencontrar Jaqueline e quem sabe aprofundamos mais a conversa sobre a nossa querida personagem. Estamos felizes com a pesquisa que mesmo de forma muito lenta parece avançar.